Eterno Aprendiz

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"Durante cinco séculos outros falaram por nós, hoje queremos começar a falar com voz própria"

A Folha Cultural Pataxó é uma publicação alternativa e distribuída gratuitamente, com objetivo de informar, esclarecer e abrir espaço para o diálogo sobre questões sociais, culturais para uma tomada de consciência sobre nossa condição humana enquanto seres históricos.

A Pataxó nasceu da indignação de alguns estudantes da Baixada Fluminense, diante das violentas atitudes neonazistas de um grupo de jovens burgueses de Brasília, queimando vivo o indígena Galdino, comemorando o aniversário de Hitler.

Organizamo-nos enquanto grupo de agitação cultural. Procuramos divulgar idéias e ações significativas para o despertar da consciência crítica através da cultura. Em 2000, seguimos solidários as lutas contra os 500 anos de Mentira do Brasil. No ano seguinte, em meio ao diálogo entre outros grupos, do qual destacamos o Centro de Cultura Proletária, realizamos juntos a primeira Feira Cultural - Literária onde comemoramos o dia 1.º de maio, dia de luta do trabalhador contra a opressão. Em novembro, foi o dia da Consciência Negra com a participação de outros grupos.

O ano 2004, o Estado brasileiro verde-oliva comemorou os 40 anos do Golpe militar onde oficializou-se o aniquilamento dos trabalhadores, estudantes e outros setores da população organizados. Tal fato Implantou em nossas vidas um silêncio aterrador. Vivemos entre balas e canhões, entre a polícia que nos reprime quando gritamos de dores e entre o tráfico de drogas que nos impõe o medo na selvajaria da "livre pena de morte".

Diante do terrorismo que o Estado faz com a população pobre, devemos lutar com toda nossa força, solidariedade, criatividade e a convicção de que somos nós que fazemos o acontecer.

Acreditamos que a autêntica dimensão cultural, deve estar no domínio dos trabalhadores(as), desempregados(as) e oprimidos(as) pela exigência desta sociedade injusta, que exclui o ser humano do seu fazer artístico, literário e até mesmo científico.

Acreditamos também, que é possível a construção de um mundo onde caibam muitos outros. Em um projeto de vida real onde a vida faça sentido. Para tanto, é necessário unirmos todas as formas de resistência para começarmos a "falar com voz própria".

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